quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
sábado, 6 de fevereiro de 2016
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Chacal, O Poeta * Antonio Cabral Filho - RJ
CHACAL
É POETA.
Com todas as letras maiúsculas.
Pra mim, um leigo, alguém que escreve por instinto, alguém que é chamado, não sei com que intensões, de AUTODIDATA, ele representa o Paulo Freire, o Augusto Boal, o Amir Adad, o Maiakovski, o Bertolt Brecht da poesia, mas da Poesia Carioca, ou seja, um poeta marginal com essência revolucionária, mas sem missionarismo, sem cartilha nem súditos. Fãs e amigos, sim; o que aliás, sou um deles, mas sempre cá do meu canto, sem virar claque, nem "CHACALete".
O primeiro livro dele com que travei contato é QUAMPÉRIOS, um livro baseado no texto sem parágrafos, quase nenhuma pontuação, o que para um leigo representa uma topada no escuro, ora narrado pelo personagem, ora por um porta-voz, e isso aos olhos de alguém vindo das "escolas literárias esquerdistas" era algo anarco-burguês. Bom, o melhor de tudo nem foi a leitura do livro, mas o contato com o movimento de poesia marginal carioca, até o surgimento do CEP 20.000.
Mas daí em diante, todos sabem.
Confiram...
1
http://www.escritas.org/pt/l/chacal
2
http://cep.zip.net/
3
https://cepvintemil.wordpress.com/
***
segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
sábado, 7 de novembro de 2015
Amanhecerá/Luiz Raimundo * Antonio Cabral Filho - RJ
AMANHECERÁ
Luiz Raimundo
Organizadores:
José Batista de Carvalho e Marcos de carvalho
Prefácio
Alceu Amoroso Lima
Livraria Editora Cátedra
Rio de Janeiro 1976
*
nasceu em 05 de maio de 1948, na cidade de João Pessoa - PB, não fornece detalhes da sua migração para o Rio de Janeiro, mas uma vez aqui, foi cursar faculdade, integrou as lutas estudantis da década de 70, participou da poesia marginal, imprimia seus livros em mimeógrafos e saía vendendo-os pela noite carioca, entre recitais e vinhos. Faleceu em 03 de novembro de 1973, após defrontar-se mais uma vez com a esquizofrenia.
*
EXTREMA LUCIDEZ
a lúcida loucura me domina inteiramente.
aqui, agora, com o medo próprio da minha classe
marcado pelo estigma desse tempo
percebo claro a forma dos fenômenos
o que eles trazem, suas contradições.
não de todos, mas de alguns percebo
o âmago antes mesmo de apalpar a forma.
percebo interconexões não percebidas
por olhos normais e não acostumados
ao exercício frio de vivê-las.
já houve tempo em que eu quis
inutilmente encontrar alguma coisa
que não tivesse em si o seu contrário.
inútil busca, angústia sem sentido:
sou a Contradição humana.
sou tese, sou antítese, sou síntese.
somos contradição.
alcanço, neste momento exato
a lucidez da loucura
e louco, consciente, sou
a loucura da loucura.
*
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